quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Amor acaba. [?]

Em um desses dias (hoje) em que você está em casa, de férias, vestida pras férias e com cara de férias, um amigo (amigo de verdade) aparece de surpresa te chamando pra sair, tomar uma cerveja, conversar sobre a vida.
Depois de algumas cervejas (bem geladas) e de algumas confissões envolvendo drogas e opção sexual (haha), resolvemos cometer o maior erro da humanidade : falar de amor.
Pra quê falar sobre tal objeto ? É o tipo de coisa que não funciona nem faz sentido se formos analisar, é o tipo de coisa que a gente sabe que existe, sente que existe, mas que não precisa entender. Acho que não nos importamos muito, não é mesmo,caro leitor que retorna ? Afinal, nos amamos muito e temos todo o direito.
Eis que meu amigo me faz perguntas comprometedoras e ,envolvido por uma resposta perceptivelmente inválida, expressa algo que faz toda a noite mudar: AMOR NUNCA ACABA !
Minha reação foi de surpresa e curiosidade. Primeiro que a palavra NUNCA já torna a sentença extremamente discutível pra mim. Porém, quis entender do que se tratava.
"Como assim nunca acaba ?''.Tive que perguntar.
W:   -  Amor verdadeiro nunca acaba, e você saberá disso daqui a 30 anos. Amor verdadeiro é pra sempre. Não tem como acabar. Quando você ama alguém de verdade, qualquer 'oi' vindo da pessoa é motivo pra você se reapaixonar por ela. Quando a gente ama alguém de verdade a gente se reapaixona por aquela pessoa por todos os nossos dias.

Confesso que senti um arrepio e que achei tudo muito bonito e profundo, mas sou obrigada (por experiência própria no assunto) a discordar veemente de toda essa ideia.
Amor acaba sim. Amor muda. Amor deixa de ser amor com a mesma facilidade que passa a existir.E eu não preciso de mais 30 anos pra saber disso.
Talvez meu amigo seja um pouco exagerado .(em uma voz melhor que a minha)
hehe






Epifanias atrasadas.

hahahahahahahahahaha

Surgiram mil delas de uma vez só.

Finalmente.

\o/

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Olhos.

Normalmente eu evito os olhos.
Basta olhar bem e verás a minha alma, ou pior, meu coração.
Exatamente o que eu quero que ninguém veja.
E por alguns minutos eu resolvi olhar bem aqueles olhos agora desconhecidos.
Por horas eu pensei se seria válido falar. Eu não esperei nada além de indiferença e quando decidi falar, torci para que não fosse rude, pelo menos. Fui surpreendida por um gesto nobre que há tempos eu não via partir daqueles olhos.
Por alguns minutos eu fui sincera como há muito tempo não tenho sido.
Por 2 segundos eu reconheci algo antigo naquele olhar , mas que voltou ao ''normal'' antes que eu pudesse esboçar alguma reação.
Eu quase pude ouvir uma menina de olhos verdes, louca gritando dentro de mim.
Ignorei. (como sempre faço quando ela me persegue.)
Pelo resto dos minutos eu estive bem demais.
(e ainda estou)

Eu adoro estes olhos azuis:



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

As panteras

Era uma vez três lindas panteras e o Charlie.
Uma  loira caipira, uma japonesa afrodescendente , uma ruiva sagaz e o Charlie.
A ruiva sagaz e o Charlie.
(ênfase no 'R' de Charlie, por favor.)

:)


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Meu tempo (risos)


Esta foi uma das postagens que eu havia tirado do blog. É antiga, escrita em uma outra situação, mas que veio à memória exatamente agora.
Nada foi alterado, e é bonito ver o quanto as palavras se encaixam como uma luva.É só bonito, sem ironias, é como se fosse algo previsto.Talvez, algum leitor se lembre dessa :

(Escrita e publicada em 25/10/10)
"E o que se faz em algumas situações ?
Nada.
Esperar às vezes é a melhor solução.
Nós podemos falar demais , escrever demais , mentir ainda mais.
O tempo fecha feridas e engana algumas dores.
Placebo.
Pode dar certo achar que tudo está muito bem e sentí-lo.
Não sejamos precipitados nem egocêntricos.
O mundo não gira em torno de mim , muito menos de você, tão normal.
Nem todo o mundo , nem o mundo de ninguém , nem meu mundo é seu.
Que não entendam.
As coisas podem ser do meu mundo demais para você entender.
Se eu quisesse que fosse seu também , eu escreveria da forma mais direta e sem graça possível.
O bom é a viajar na coisa mais inútil ou inocente que eu falar escrever.
O bom é você no seu mundo querer entender do meu.
risos."



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Primeiro Ato.

Não só as mãos são lívidas e trêmulas.
Tudo se estende por todo o corpo.
Muitas palavras caladas,
outras muito bem ditas,
algumas somente balbuciadas;
algumas outras que não ousaram se pronunciar.
Uma série de movimentos egoístas,
outros desconcertantes,
e alguns outros desajeitados.
E as mãos ?
Não pareciam hesitantes ou demasiadamente agitadas,
elas sabiam bem aonde ir.
Eram falantes.
Os olhos estavam fixos,
muitas vezes se fechavam diante
da pronúncia das mãos.
Em outras, se comportavam como borboletas.
As bocas devem se fechar nesse momento.
Precisam.
Sofrem por isso.
Mas foram felizes o suficiente.
As orelhas foram muito bem tratadas.
Receberam merecida atenção, não só de ornamentos.
Apenas uma parte não foi contemplada : a consciência.
Eis que esta não se sentiu livre o bastante
e mandou fechar as cortinas a tempo,
antes mesmo que as mãos, olhos, orelhas e boca se negassem.
E eles o fizeram.
Fim do primeiro ato.









sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Remember be here now.

Olhe pro céu.
Olhe hoje e agora.
Hoje e agora.
Veja minha melhor amiga se exibindo para os seus ainda românticos admiradores.
Não pense que a lua volta daqui a mais ou menos 4 semanas.Pense que ela está ali, agora.
Não faça planos, tenha objetivos.
Os planos  limitam nossos pensamentos, nossas vontades, nossas possibilidades. Normalmente, não fazemos planos tortuosos, planejamos tudo linearmente e ignoramos algo atraentemente essencial : a imprevisibilidade dos acontecimentos. Uma imprevisibilidade calculada, mas ainda sim imprevisível. Algumas vezes dolorosa. A manutenção e a crença nos planos nos acomodam, nos fazem pensar muito em uma realidade no futuro, e muitas vezes sacrificamos nosso presente, nos acostumamos com algo relativamente bom.
Os objetivos nos fazem pensar em tudo que pode impedir que ele seja alcançado, nos fazem agir desde agora, principalmente agora. Os objetivos sugerem ideias imediatas e tentam prever a imprevisibilidades sem ignorá-la. Eles sugerem maior atividade diante dos fatos, os planos parecem sempre cheios de muita esperança e passividade. Não há esperança que seja útil sem que existam atividades possibilitadoras. Não há mais tanta esperança viva.

Tudo isso pra te convencer do quanto seu presente é muito mais importante que seu futuro, de como as oportunidades devem ser aproveitadas, sem esperar muito pra agir, sem contar muito com os próximos dias de lua, sem pensar demais. Porém, não estou instigando um caráter precipitado nos meus infinitos leitores, mas sim a ideia de ação, atividade, de realização, de coragem. (sem álcool de preferência)
Talvez o discurso pareça fatalista demais, e talvez seja, mas não deixa de ser , ao mesmo tempo, realista, aconselhador e um clichê do bem. Talvez eu entre em contradição. Talvez você nem leia isso. :]

Pois bem, levante e olhe a lua.

PS. Fatos marcantes:
  - texto complexo; (eufemismo para confuso)
  - repetição de palavras;
  - sono.
PS.2. Isso é reflexo da minha falta de inspiração.
PS.3 Porém, não vale deixar pra amanhã.
PS.4 Dica da noite: não use o adjetivo fotogênico.(Saiba o porquê.)
Boa noite. :)








quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Boba


Boba perdida sem saber como agir.
Boba feliz sem saber como agir.
Boba perdida e feliz.
Sem me preocupar em disfarçar.
Notavelmente boba.