Em um desses dias (hoje) em que você está em casa, de férias, vestida pras férias e com cara de férias, um amigo (amigo de verdade) aparece de surpresa te chamando pra sair, tomar uma cerveja, conversar sobre a vida.
Depois de algumas cervejas (bem geladas) e de algumas confissões envolvendo drogas e opção sexual (haha), resolvemos cometer o maior erro da humanidade : falar de amor.
Pra quê falar sobre tal objeto ? É o tipo de coisa que não funciona nem faz sentido se formos analisar, é o tipo de coisa que a gente sabe que existe, sente que existe, mas que não precisa entender. Acho que não nos importamos muito, não é mesmo,caro leitor que retorna ? Afinal, nos amamos muito e temos todo o direito.
Eis que meu amigo me faz perguntas comprometedoras e ,envolvido por uma resposta perceptivelmente inválida, expressa algo que faz toda a noite mudar: AMOR NUNCA ACABA !
Minha reação foi de surpresa e curiosidade. Primeiro que a palavra NUNCA já torna a sentença extremamente discutível pra mim. Porém, quis entender do que se tratava.
"Como assim nunca acaba ?''.Tive que perguntar.
W: - Amor verdadeiro nunca acaba, e você saberá disso daqui a 30 anos. Amor verdadeiro é pra sempre. Não tem como acabar. Quando você ama alguém de verdade, qualquer 'oi' vindo da pessoa é motivo pra você se reapaixonar por ela. Quando a gente ama alguém de verdade a gente se reapaixona por aquela pessoa por todos os nossos dias.
Confesso que senti um arrepio e que achei tudo muito bonito e profundo, mas sou obrigada (por experiência própria no assunto) a discordar veemente de toda essa ideia.
Amor acaba sim. Amor muda. Amor deixa de ser amor com a mesma facilidade que passa a existir.E eu não preciso de mais 30 anos pra saber disso.
Talvez meu amigo seja um pouco exagerado .(em uma voz melhor que a minha)
hehe
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Olhos.
Normalmente eu evito os olhos.
Basta olhar bem e verás a minha alma, ou pior, meu coração.
Exatamente o que eu quero que ninguém veja.
E por alguns minutos eu resolvi olhar bem aqueles olhos agora desconhecidos.
Por horas eu pensei se seria válido falar. Eu não esperei nada além de indiferença e quando decidi falar, torci para que não fosse rude, pelo menos. Fui surpreendida por um gesto nobre que há tempos eu não via partir daqueles olhos.
Por alguns minutos eu fui sincera como há muito tempo não tenho sido.
Por 2 segundos eu reconheci algo antigo naquele olhar , mas que voltou ao ''normal'' antes que eu pudesse esboçar alguma reação.
Eu quase pude ouvir uma menina de olhos verdes, louca gritando dentro de mim.
Ignorei. (como sempre faço quando ela me persegue.)
Pelo resto dos minutos eu estive bem demais.
(e ainda estou)
Eu adoro estes olhos azuis:
Basta olhar bem e verás a minha alma, ou pior, meu coração.
Exatamente o que eu quero que ninguém veja.
E por alguns minutos eu resolvi olhar bem aqueles olhos agora desconhecidos.
Por horas eu pensei se seria válido falar. Eu não esperei nada além de indiferença e quando decidi falar, torci para que não fosse rude, pelo menos. Fui surpreendida por um gesto nobre que há tempos eu não via partir daqueles olhos.
Por alguns minutos eu fui sincera como há muito tempo não tenho sido.
Por 2 segundos eu reconheci algo antigo naquele olhar , mas que voltou ao ''normal'' antes que eu pudesse esboçar alguma reação.
Eu quase pude ouvir uma menina de olhos verdes, louca gritando dentro de mim.
Ignorei. (como sempre faço quando ela me persegue.)
Pelo resto dos minutos eu estive bem demais.
(e ainda estou)
Eu adoro estes olhos azuis:
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
As panteras
Era uma vez três lindas panteras e o Charlie.
Uma loira caipira, uma japonesa afrodescendente , uma ruiva sagaz e o Charlie.
A ruiva sagaz e o Charlie.
(ênfase no 'R' de Charlie, por favor.)
:)
Uma loira caipira, uma japonesa afrodescendente , uma ruiva sagaz e o Charlie.
A ruiva sagaz e o Charlie.
(ênfase no 'R' de Charlie, por favor.)
:)
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Meu tempo (risos)
Esta foi uma das postagens que eu havia tirado do blog. É antiga, escrita em uma outra situação, mas que veio à memória exatamente agora.
Nada foi alterado, e é bonito ver o quanto as palavras se encaixam como uma luva.É só bonito, sem ironias, é como se fosse algo previsto.Talvez, algum leitor se lembre dessa :
(Escrita e publicada em 25/10/10)
"E o que se faz em algumas situações ?
Nada.
Esperar às vezes é a melhor solução.
Nós podemos falar demais , escrever demais , mentir ainda mais.
O tempo fecha feridas e engana algumas dores.
Placebo.
Pode dar certo achar que tudo está muito bem e sentí-lo.
Não sejamos precipitados nem egocêntricos.
O mundo não gira em torno de mim , muito menos de você, tão normal.
Nem todo o mundo , nem o mundo de ninguém , nem meu mundo é seu.
Que não entendam.
As coisas podem ser do meu mundo demais para você entender.
Se eu quisesse que fosse seu também , eu escreveria da forma mais direta e sem graça possível.
O bom é a viajar na coisa mais inútil ou inocente que eu
O bom é você no seu mundo querer entender do meu.
risos."
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Primeiro Ato.
Não só as mãos são lívidas e trêmulas.
Tudo se estende por todo o corpo.
Muitas palavras caladas,
outras muito bem ditas,
algumas somente balbuciadas;
algumas outras que não ousaram se pronunciar.
Uma série de movimentos egoístas,
outros desconcertantes,
e alguns outros desajeitados.
E as mãos ?
Não pareciam hesitantes ou demasiadamente agitadas,
elas sabiam bem aonde ir.
Eram falantes.
Os olhos estavam fixos,
muitas vezes se fechavam diante
da pronúncia das mãos.
Em outras, se comportavam como borboletas.
As bocas devem se fechar nesse momento.
Precisam.
Sofrem por isso.
Mas foram felizes o suficiente.
As orelhas foram muito bem tratadas.
Receberam merecida atenção, não só de ornamentos.
Apenas uma parte não foi contemplada : a consciência.
Eis que esta não se sentiu livre o bastante
e mandou fechar as cortinas a tempo,
antes mesmo que as mãos, olhos, orelhas e boca se negassem.
E eles o fizeram.
Fim do primeiro ato.
Tudo se estende por todo o corpo.
Muitas palavras caladas,
outras muito bem ditas,
algumas somente balbuciadas;
algumas outras que não ousaram se pronunciar.
Uma série de movimentos egoístas,
outros desconcertantes,
e alguns outros desajeitados.
E as mãos ?
Não pareciam hesitantes ou demasiadamente agitadas,
elas sabiam bem aonde ir.
Eram falantes.
Os olhos estavam fixos,
muitas vezes se fechavam diante
da pronúncia das mãos.
Em outras, se comportavam como borboletas.
As bocas devem se fechar nesse momento.
Precisam.
Sofrem por isso.
Mas foram felizes o suficiente.
As orelhas foram muito bem tratadas.
Receberam merecida atenção, não só de ornamentos.
Apenas uma parte não foi contemplada : a consciência.
Eis que esta não se sentiu livre o bastante
e mandou fechar as cortinas a tempo,
antes mesmo que as mãos, olhos, orelhas e boca se negassem.
E eles o fizeram.
Fim do primeiro ato.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Remember be here now.
Olhe pro céu.
Olhe hoje e agora.
Hoje e agora.
Veja minha melhor amiga se exibindo para os seus ainda românticos admiradores.
Não pense que a lua volta daqui a mais ou menos 4 semanas.Pense que ela está ali, agora.
Não faça planos, tenha objetivos.
Os planos limitam nossos pensamentos, nossas vontades, nossas possibilidades. Normalmente, não fazemos planos tortuosos, planejamos tudo linearmente e ignoramos algo atraentemente essencial : a imprevisibilidade dos acontecimentos. Uma imprevisibilidade calculada, mas ainda sim imprevisível. Algumas vezes dolorosa. A manutenção e a crença nos planos nos acomodam, nos fazem pensar muito em uma realidade no futuro, e muitas vezes sacrificamos nosso presente, nos acostumamos com algo relativamente bom.
Os objetivos nos fazem pensar em tudo que pode impedir que ele seja alcançado, nos fazem agir desde agora, principalmente agora. Os objetivos sugerem ideias imediatas e tentam prever a imprevisibilidades sem ignorá-la. Eles sugerem maior atividade diante dos fatos, os planos parecem sempre cheios de muita esperança e passividade. Não há esperança que seja útil sem que existam atividades possibilitadoras. Não há mais tanta esperança viva.
Tudo isso pra te convencer do quanto seu presente é muito mais importante que seu futuro, de como as oportunidades devem ser aproveitadas, sem esperar muito pra agir, sem contar muito com os próximos dias de lua, sem pensar demais. Porém, não estou instigando um caráter precipitado nos meus infinitos leitores, mas sim a ideia de ação, atividade, de realização, de coragem. (sem álcool de preferência)
Talvez o discurso pareça fatalista demais, e talvez seja, mas não deixa de ser , ao mesmo tempo, realista, aconselhador e um clichê do bem. Talvez eu entre em contradição. Talvez você nem leia isso. :]
Pois bem, levante e olhe a lua.
PS. Fatos marcantes:
- texto complexo; (eufemismo para confuso)
- repetição de palavras;
- sono.
PS.2. Isso é reflexo da minha falta de inspiração.
PS.3 Porém, não vale deixar pra amanhã.
PS.4 Dica da noite: não use o adjetivo fotogênico.(Saiba o porquê.)
Boa noite. :)
Olhe hoje e agora.
Hoje e agora.
Veja minha melhor amiga se exibindo para os seus ainda românticos admiradores.
Não pense que a lua volta daqui a mais ou menos 4 semanas.Pense que ela está ali, agora.
Não faça planos, tenha objetivos.
Os planos limitam nossos pensamentos, nossas vontades, nossas possibilidades. Normalmente, não fazemos planos tortuosos, planejamos tudo linearmente e ignoramos algo atraentemente essencial : a imprevisibilidade dos acontecimentos. Uma imprevisibilidade calculada, mas ainda sim imprevisível. Algumas vezes dolorosa. A manutenção e a crença nos planos nos acomodam, nos fazem pensar muito em uma realidade no futuro, e muitas vezes sacrificamos nosso presente, nos acostumamos com algo relativamente bom.
Os objetivos nos fazem pensar em tudo que pode impedir que ele seja alcançado, nos fazem agir desde agora, principalmente agora. Os objetivos sugerem ideias imediatas e tentam prever a imprevisibilidades sem ignorá-la. Eles sugerem maior atividade diante dos fatos, os planos parecem sempre cheios de muita esperança e passividade. Não há esperança que seja útil sem que existam atividades possibilitadoras. Não há mais tanta esperança viva.
Tudo isso pra te convencer do quanto seu presente é muito mais importante que seu futuro, de como as oportunidades devem ser aproveitadas, sem esperar muito pra agir, sem contar muito com os próximos dias de lua, sem pensar demais. Porém, não estou instigando um caráter precipitado nos meus infinitos leitores, mas sim a ideia de ação, atividade, de realização, de coragem. (sem álcool de preferência)
Talvez o discurso pareça fatalista demais, e talvez seja, mas não deixa de ser , ao mesmo tempo, realista, aconselhador e um clichê do bem. Talvez eu entre em contradição. Talvez você nem leia isso. :]
Pois bem, levante e olhe a lua.
PS. Fatos marcantes:
- texto complexo; (eufemismo para confuso)
- repetição de palavras;
- sono.
PS.2. Isso é reflexo da minha falta de inspiração.
PS.3 Porém, não vale deixar pra amanhã.
PS.4 Dica da noite: não use o adjetivo fotogênico.(Saiba o porquê.)
Boa noite. :)
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Boba
Boba perdida sem saber como agir.
Boba feliz sem saber como agir.
Boba perdida e feliz.
Sem me preocupar em disfarçar.
Notavelmente boba.
sábado, 12 de novembro de 2011
Afinal, "o mundo continua girando".
Vida
Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso.
Já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos
e amigos que eu nunca mais vi.
Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado.
Fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes !
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso.
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial ( e acabei perdendo )
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia.
Porque o mundo pertence a quem se atreve,
e a vida é ''muito'' para ser insignificante.
Augusto Branco
E para terminar esta postagem longa e quase cansativa, vamos para a música do sá(bad)o, em uma versão linda da noz da maravilhosa Marisa Monte. Mas claro, há a versão do Claudinho e Buchecha, e caso você a prefira aqui está o link:: http://www.youtube.com/watch?v=Jo5Z6HXlOOM
Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso.
Já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos
e amigos que eu nunca mais vi.
Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado.
Fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes !
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso.
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial ( e acabei perdendo )
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia.
Porque o mundo pertence a quem se atreve,
e a vida é ''muito'' para ser insignificante.
Augusto Branco
--~--
E por mais clichê que seja esse texto, considero-o 'clichermente' mais sincero que os clichês comuns.E de muitos clichês, esse parece especial , com o qual me identifiquei bastante.
O texto foi encontrado por acaso* na página de perfil de um amigo, e eu - com toda minha sensibilidade - o associei ao vídeo abaixo, que tirando o fato de ser uma propaganda de bombom, é muito adequada para demonstrar a realidade de pessoas (des)apaixonadas:
E por mais clichê que seja esse texto, considero-o 'clichermente' mais sincero que os clichês comuns.E de muitos clichês, esse parece especial , com o qual me identifiquei bastante.
O texto foi encontrado por acaso* na página de perfil de um amigo, e eu - com toda minha sensibilidade - o associei ao vídeo abaixo, que tirando o fato de ser uma propaganda de bombom, é muito adequada para demonstrar a realidade de pessoas (des)apaixonadas:
E para terminar esta postagem longa e quase cansativa, vamos para a música do sá(bad)o, em uma versão linda da noz da maravilhosa Marisa Monte. Mas claro, há a versão do Claudinho e Buchecha, e caso você a prefira aqui está o link:: http://www.youtube.com/watch?v=Jo5Z6HXlOOM
Caro leitor que me conhece um pouco mais, você com certeza saberá que eu não acredito em acaso. :)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Releitura
Capítulo 26 - A identidade do sujeito moral 4 . Amor e perda
Nas sociedades massificadas,porém, em que o eu não é suficientemente forte , as pessoas preferem não viver a experiência amorosa para não ter de viver com a morte . Talvez por isso as relações tendam a se tornar superficiais , e é nesse sentido que o pensador francês Edgar Morin afirma: Nas sociedades burocratizadas e aburguesadas , é adulto quem se conforma em viver menos pra não ter que morrer tanto.Porém, o segredo da juventude é este : vida quer dizer arriscar-se à morte; e fúria de viver quer dizer viver a dificuldade".
Fonte:ARANHA,Maria Lúcia de Arruda, Filosofando: introdução à filosofia,Maria Helena Pires Marins - a 3ª edição revista - São Paulo
Bom, esse texto é relativamente velho e foi publicado aqui há um tempo considerável. Achei válido republicá-lo agora, pois o meu período de luto acabou e a morte em questão já não produz mais efeitos. O Sr.Tempo fez o seu papel muito bem, como em todas as vezes, e a reestruturação já está completa.Passei um tempo significativo sem escrever absolutamente nada e já faz algum tempo que considero a possibilidade de voltar a utilizar o diário eletrônico, mas sempre sem saber por onde começar. A principal dificuldade era saber se eu manteria a subjetividade e o caráter pessoal do blog ou se procuraria escrever algo objetivo e que oferecesse algum entretenimento. Pensei bastante e decidi que um blog de 3 anos de existência de caráter subjetivo não poderia tornar-se objetivo agora. Primeiramente porque eu preciso desabafar em muitos momentos e segundo porque eu não obteria sucesso algum no entretenimento. Fiz então a releitura das postagens e achei melhor apagar as que deixam resquícios da morte e mantive as preferidas para satisfazer aos leitores inexistentes, porém fiéis. Estou recomeçando.
O risco do amor é a separação. Mergulhar na relação amorosa supõe a possibilidade de perda. Segundo o psicanalista austríaco Igor Caruso, a separação é a vivência da morte numa situação vital: a morte do outro em minha consciência e a vivência de minha morte na consciência do outro.Por exemplo, quando deixamos de amar ou não mais somos amados; ou ainda se as circunstâncias nos obrigam à separação, mesmo quando o amor recíproco permanece.
Se a perda é sentida de forma intensa, a pessoa precisa de um tempo para se reestruturar, porque, mesmo quando conseguiu manter a individualidade, o tecido do seu ser passa inevitavelmente pelo ser do outro. Há um período de "luto" a ser superado após a separação, quando, então, é buscado novo equilíbrio. Uma característica dos indivíduos maduros é saber integrar a possibilidade da morte no cotidiano da sua vida.Nas sociedades massificadas,porém, em que o eu não é suficientemente forte , as pessoas preferem não viver a experiência amorosa para não ter de viver com a morte . Talvez por isso as relações tendam a se tornar superficiais , e é nesse sentido que o pensador francês Edgar Morin afirma: Nas sociedades burocratizadas e aburguesadas , é adulto quem se conforma em viver menos pra não ter que morrer tanto.Porém, o segredo da juventude é este : vida quer dizer arriscar-se à morte; e fúria de viver quer dizer viver a dificuldade".
Fonte:ARANHA,Maria Lúcia de Arruda, Filosofando: introdução à filosofia,Maria Helena Pires Marins - a 3ª edição revista - São Paulo
Bom, esse texto é relativamente velho e foi publicado aqui há um tempo considerável. Achei válido republicá-lo agora, pois o meu período de luto acabou e a morte em questão já não produz mais efeitos. O Sr.Tempo fez o seu papel muito bem, como em todas as vezes, e a reestruturação já está completa.Passei um tempo significativo sem escrever absolutamente nada e já faz algum tempo que considero a possibilidade de voltar a utilizar o diário eletrônico, mas sempre sem saber por onde começar. A principal dificuldade era saber se eu manteria a subjetividade e o caráter pessoal do blog ou se procuraria escrever algo objetivo e que oferecesse algum entretenimento. Pensei bastante e decidi que um blog de 3 anos de existência de caráter subjetivo não poderia tornar-se objetivo agora. Primeiramente porque eu preciso desabafar em muitos momentos e segundo porque eu não obteria sucesso algum no entretenimento. Fiz então a releitura das postagens e achei melhor apagar as que deixam resquícios da morte e mantive as preferidas para satisfazer aos leitores inexistentes, porém fiéis. Estou recomeçando.
domingo, 5 de junho de 2011
Crepúsculo
Como é difícil entender os homens de alma feminina.
Tão ciumentos, egoístas, egocêntricos, multipolares, covardes, inseguros ,racionais,sexys e degenerados.
Criaturas complexas, indecisas e apaixonantes.Seres quase ridículos. Irritantes.
Fracos e orgulhosos.
Vi o crepúsculo de hoje. Vi a lua crescendo e sorrindo e voltei a gostar dela.
Tão ciumentos, egoístas, egocêntricos, multipolares, covardes, inseguros ,racionais,sexys e degenerados.
Criaturas complexas, indecisas e apaixonantes.Seres quase ridículos. Irritantes.
Fracos e orgulhosos.
Vi o crepúsculo de hoje. Vi a lua crescendo e sorrindo e voltei a gostar dela.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
P.
Talvez esteja eu apenas inebriada
pelo caráter atraente da nova proposta
ou da proposta nova.
Quando o inóbvio, mesmo sendo cruel,
nos livra do óbvio, nós passamos a gostar da crueldade.
Nós nos tornamos cruéis.
pelo caráter atraente da nova proposta
ou da proposta nova.
Quando o inóbvio, mesmo sendo cruel,
nos livra do óbvio, nós passamos a gostar da crueldade.
Nós nos tornamos cruéis.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Sexta-feira.
Um parte de mim nega,
outra parte implora.
A parte que nega é muda
e a que implora é cega.
Ambas são felizes.
outra parte implora.
A parte que nega é muda
e a que implora é cega.
Ambas são felizes.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Boas novas boas.
Foi sábado.
Mais uma vez eu olhei para o céu e disse:
'Lua cheia, lua linda das boas novas.'
No domingo, minha boas novas chegaram. Junto com a lua mais uma vez gigante no céu.
Uma linda amiga.
Eis que vieram de uma forma surpreendentemente imprevisível.
Na hora certa das minhas tristezas, para curá-las, mesmo que momentaneamente. Na hora errada da minha vida,para me encher de dúvidas e ansiedade.
Uma confusão boa.
São cores,músicas e flores.
Mais uma vez eu olhei para o céu e disse:
'Lua cheia, lua linda das boas novas.'
No domingo, minha boas novas chegaram. Junto com a lua mais uma vez gigante no céu.
Uma linda amiga.
Eis que vieram de uma forma surpreendentemente imprevisível.
Na hora certa das minhas tristezas, para curá-las, mesmo que momentaneamente. Na hora errada da minha vida,para me encher de dúvidas e ansiedade.
Uma confusão boa.
São cores,músicas e flores.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Diário atualizado.
"É difícil quando nos machucamos ou quando alguém nos machuca.Pior ainda quando alguém nos machuca.As feridas deixadas são fundas, precisam do tempo, e de um tempo longo para cicatrizar,muitas vezes causam dor e sofrimento.Todos nós podemos perdoar o próximo e fazer com essas feridas se fechem. O problema delas é que muitas deixam cicatrizes e sempre que vemos as cicatrizes nos lembramos da ferida, do que ou quem a causou e do quanto doeu."
Homilia-Domingo,10/04/2011
Homilia-Domingo,10/04/2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
"Está fazendo um dia lindo de outono. A praia estava cheia de um vento bom, de uma liberdade. E eu estava só. E naqueles momentos não precisava de ninguém. Preciso aprender a não precisar de ninguém. É difícil, porque preciso repartir com alguém o que sinto. O mar estava calmo. Eu também. Mas à espreita, em suspeita. Como se essa calma não pudesse durar. Algo está sempre por acontecer. O imprevisto me fascina."
Clarice Lispector
Clarice Lispector
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