Não só as mãos são lívidas e trêmulas.
Tudo se estende por todo o corpo.
Muitas palavras caladas,
outras muito bem ditas,
algumas somente balbuciadas;
algumas outras que não ousaram se pronunciar.
Uma série de movimentos egoístas,
outros desconcertantes,
e alguns outros desajeitados.
E as mãos ?
Não pareciam hesitantes ou demasiadamente agitadas,
elas sabiam bem aonde ir.
Eram falantes.
Os olhos estavam fixos,
muitas vezes se fechavam diante
da pronúncia das mãos.
Em outras, se comportavam como borboletas.
As bocas devem se fechar nesse momento.
Precisam.
Sofrem por isso.
Mas foram felizes o suficiente.
As orelhas foram muito bem tratadas.
Receberam merecida atenção, não só de ornamentos.
Apenas uma parte não foi contemplada : a consciência.
Eis que esta não se sentiu livre o bastante
e mandou fechar as cortinas a tempo,
antes mesmo que as mãos, olhos, orelhas e boca se negassem.
E eles o fizeram.
Fim do primeiro ato.
"Foi a Lua que refletiu no brilho este olhar tão notívago..." rs
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